segunda-feira, 2 de junho de 2014

Esquerda e Comando Vermelho: Uma relação de amor


A maioria dos brasileiros nem desconfia que o Comando Vermelho e o PCC surgiram graças aos movimentos de esquerda dos anos 70. Entenda melhor essa relação explosiva de amor.

GTA Rio de Janeiro!
Visando uma folguinha sobre esquerdismo e coisas afins, resolvi ler o livro "CV_PCC A Irmandade do Crime" do jornalista Carlos Amorim, que descreve detalhadamente a história das facções criminosas do Brasil. Minha "folguinha" cerebral logo terminou quando constatei: há esquerdismo em quase tudo que não presta, incluindo bandos armados de traficantes. Para minha surpresa, o grau de cumplicidade entre as facções criminosas e as organizações de esquerda é tão elevado que a maioria dos brasileiros sequer desconfia destes laços.


Para entendermos esta relação de amor, é necessário regressar à história do crime organizado no país, mais especificamente em 1979, quando foi criado o Comando Vermelho (CV), a maior facção criminosa do Brasil, que atualmente controla quase todo o tráfico no Rio de Janeiro. Neste período o Brasil era controlado pelos militares, e muitos "presos políticos" foram jogados nas cadeias públicas junto com bandidos "comuns". Assim, comunistas intelectuais, terroristas urbanos e estrategistas de guerrilha se misturavam com ladrões de galinha comuns.

Ao contrário do bandido típico, que agia aleatoriamente por si próprio, os guerrilheiros de esquerda, que assaltavam bancos, roubavam armas e sequestravam políticos, tinham sofisticadas estratégias de guerra. Eram inteligentes, articulados e assim, foram precursores no crime organizado no Brasil. E sendo grandes conhecedores do marxismo e do leninismo, levaram táticas revolucionárias à bandidagem encarcerada, encubando-lhes a estratégia militar que lhes faltava para dominar o país.

A esquerda aproveitou as péssimas condições dos presídios brasileiros para incutir ideais revolucionários na população carcerária.

O presídio de Ilha Grande - onde surgiu o Comando Vermelho, era a visão do inferno. Mutilações, assassinatos, estupros e torturas faziam parte da rotina macabra da cadeia. Faltavam colchões, comida, papel higiênico e "cobertores para quando ventos do inverno soprassem do mar". Para quem estivesse lá, não haviam perspectivas: era morrer assassinato ou apodrecer de velho esquecido nos cantos da prisão.

Presídio de Ilha Grande: foice e martelo!
Este cenário desolador foi a pólvora que incendiou a criação de uma organização política entre os detentos. Observando tais dificuldades, os presos políticos persuadiram os bandidos comuns para a criação de um grupo que reivindicasse os "direitos" dos presidiários. "Em pouco tempo, os presos políticos promoveram reformas e fizeram funcionar serviços que nunca antes atenderam ao preso comum. Essa assistência prestada pelos militares de esquerda gerou um forte laço de amizade e respeito com a massa carcerária", afirmou Amorim.

Melhorar a vida dos detentos foi fundamental para que o grupo crescesse vertiginosamente. Pouco tempo depois, na década de 80, o Comando Vermelho já estava presente em quase todas as penitenciárias fluminenses, e já controlava grande parte do tráfico de drogas do estado, sendo responsável por assassinatos, sequestros, assaltos à banco, e fugas cinematográficas.

Exército do CV pronto para matar.
Atualmente, junto com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho é a maior organização criminosa do Brasil - e acreditem, seus membros se orgulham disso. Além de possui ligações com os narcoterroristas colombianos (FARC), o CV controla a venda de armamentos e o tráfico em território nacional, além de ser proprietário de lucrativas empresas-lavanderia, como postos de gasolina e cooperativas de ônibus. Possui nomes na política nacional, como deputados e vereadores pró-crime, e uma ampla rede de advogados para defendê-los. Atrai através da força ou do dinheiro, significativa parte dos policiais, médicos e militares do país.

Graças a um pequeno grupo de presos políticos, a esquerda deixou um importante e desastroso legado para o país: duas organizações criminosas internacionais, cujo exército de mais de três mil homens leais não hesita em promover o terror pelas favelas e bairros nobres do Brasil. Hasta la muerte!


Fonte (leia esse livro, é muito bom!)
Carlos Amorim: CV_PCC. A irmandade do Crime. 
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