domingo, 1 de setembro de 2013

Todos somos diferentes: todos somos minorias

O ser humano é uma espécie com caracteres tão diversos, mas tão diversos, que qualquer um dos sete bilhões de terráqueos poderia pertencer à alguma minoria e reivindicar direitos exclusivos. Aqui nas terras tupiniquins, mulheres, negros e homossexuais somados são maioria da população. Haja progressismo...

Segundo o dicionário, igualdade significa simplesmente qualidade de igual. O mais óbvio a se pensar é que entre gênero, orientação sexual, raça e etnia todos deveriam ser tratados da mesma maneira perante à lei. Mas não para a esquerda progressista. Para os utilizadores de camisetas do Che Guevara a sociedade é dividida em grupos - eles tiveram professores marxistas na escolinha, a ponto de negros, mulheres feministas, homossexuais, indígenas, cicloativistas, e carpinteiros de Cafundolândia do Norte merecerem tratamento diferenciado. Não importa quem somos, sempre iremos pertencer à alguma minoria discriminada. Simples assim.


As diferenças nunca deixarão de existir, ainda bem: é isso que diferencia seres humanos de moscas. No fundo, todos os sete bilhões de hominídeos são "minorias oprimidas".

Vamos analisar os dados das ditas "minorias"? Será que elas são minorias mesmo? Em primeiro lugar, a população de mulheres é numericamente superior à de homens no Brasil. De acordo com o CENSO de 2010, de um total de 190.755.79 de habitantes, 97.348.809 são do sexo feminino, e 93.406.990 do sexo masculino. Além disso, o número de pretos e pardos também é superior ao de brancos. De acordo com a Fundação Palmares, são 82 milhões de pardos e 15 milhões de pretos, o que significa um montante de 97 milhões. E há quem diga que a população de homossexuais no Brasil chega a 18 milhões de habitantes. Se este último dado for verdadeiro, quase 10% da população brasileira é gay.

Ora, agora vamos brincar de matemática? Se fossemos somar todos estes valores, teríamos a bagatela de 204 milhões! Nota-se assim, um verdadeiro exército em potencial de minorias políticas, que ultrapassam a população brasileira total! Quebrando todo o senso de proporcionalidade, as minorias viram maioria em um estalo de dedos! Sabe o que isso significa? Ora, somos diferentes! O homem é uma espécie com caracteres tão diversos, mas tão diversos, que por mais que um indivíduo seja normalzinho, sem sal, sempre será fundamentalmente enquadrado em alguma minoria.

Meme do Facebook: Todos somos diferentes, 
mas em uma democracia todos devem ser 
tratados como iguais, sem privilégios.
No artigo 5º da constituição temos o seguinte texto: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade". Contudo, apesar disso chegamos hoje a um estado de coitadinhificação destes grupos. O que esquerda teima em enxergar é que homens, mulheres, negros, brancos, heterossexuais, homossexuais, índios, cafuzos, empresários e garis são todos seres humanos, e já são tratados como iguais perante às leis.

Nota-se assim, que termos queridinhos e falaciosos do progressismo como homofobiaracismo, e machismo traduzem mal e porcamente uma realidade simplória. É a mesma história marxista que simplifica as interações sociais sempre em dois pólos antagônicos: opressor e oprimido, homem e mulher, homossexual e heterossexual, e por aí vai. Perante o código penal um assassinato sempre será um assassinato, um roubo sempre será um roubo e um estupro sempre será um estupro, independentemente de raça, gênero, idade, ou outras diferenças. É difícil entender isso?

O que a esquerda teima em compreender é que seres humanos não são formigas. Não somos máquinas previsíveis. Não somos uma massa de bolo. Muito pelo contrário, temos características físicas, sociais e comportamentais tão distintas que torna-se impossível agrupá-las. A civilização que almejamos - preste atenção, não deverá ser um rolo compressor arbitrário, mas sim uma estrutura que respeite as diferenças individuais e que trate à todos como semelhantes, através do respeito e da concórdia, e não através do barulho ativista-supremacista.


Fonte dos dados:

http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php?uf=00&dados=1

http://www.palmares.gov.br/2012/07/cresce-o-numero-de-pessoas-que-se-autodeclaram-negras-segundo-o-ibge/

http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&idnoticia=2194

http://blogsdagazetaweb.com.br/diversidade/?p=850

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Comentários
6 Comentários

6 comentários :

  1. Não caia na retórica esquerdista de somar as categorias "preto" e "pardo" para dizer que negros seriam a maioria de nossa população. O motivo disso é que nossa demografia étnica é feita por base em autodeclaração que é de alguma forma sistematizada dentro das categorias existentes.
    Logo, se alguém se declara "negro", irá ser encaixado dentro da categoria "preto", que é um dos termos históricos utilizado. Se alguém for mestiço, será contabilizado dentro da categoria "pardo", que contabiliza toda e qualquer pessoa que tenha ancestralidades vindas de mais de um grupo étnico. Se o cara for mulato, cafuzo, quadrarão (um dos quatro avós é negro) ou octarão (um dos quatro bisavós é negro), será contabilizado como "pardo". Porém, serão contabilizados como "pardos" também aqueles que sejam mestiços de branco e índio, assim como de branco e oriental e de oriental e índio. Observe-se que a categoria "pardo" também inclui pessoas que podem não ter qualquer ancestralidade africana, mas que os esquerdistas estão querendo somar aos enquadrados em "preto" para criar "negros" que na prática serviriam apenas para criar ganhos políticos.

    Para se ter uma ideia da coisa, pegue os Mapas da Violência e note que eles somam as categorias "preto" e "pardo" para criar "negros" que só existem mesmo na retórica de conquista de poder. Você notará uma distorção violenta quando estiver escrito que a região Norte é a região onde mais se mata negros no país. Porém, qualquer um mais atento sabe que pessoas de origem africana são mais raras naquela região, majoritariamente constituída de mestiços de branco e índio (que estão sendo contabilizados como "negros" para fins de má fé esquerdista). E se fôssemos pensar na vitimologia da coisa, é totalmente plausível imaginar que esses mestiços de branco e índio estejam sendo mortos por outros mestiços de branco e índio.
    Logo, um Brasil que tanto se orgulha de suas múltiplas ancestralidades que se misturam está tendo esse orgulho contabilizado de uma maneira que não autorizou que fosse contabilizado de tal forma, porque para esquerdista não interessa haver o meio-termo (leia-se o mestiço e sua capacidade de se sentir bem com as suas muitas origens), mas sim a dualidade (mesmo que extraída a fórceps, como essa história de chamar mestiço de negro), para que essas duas forças sejam incentivadas a se confrontar e daí o esquerdista extrair seu ganho.

    Contra essa retórica racista (e Marx era racista e antissemita, não se esqueça), temos vozes falando contra isso, como o Nação Mestiça. E até pensadores esquerdistas podem ser usados contra essa retórica de esconder o mestiço ou usá-lo para engrossar números, como Darcy Ribeiro.

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  2. Olá Anônimo, concordo com seu comentário. Apenas agrupei os "negros" e os "pardos" justamente porque a esquerda o faz, principalmente para receber benefícios do governo, como cotas em universidades (ainda vou abordar esse assunto).

    Na verdade somos todos uma grande mistura: descendemos de africanos, europeus, asiáticos e indígenas nativos. A diversidade é tão grande que agrupar pessoas em raças puras em conflito, como a esquerda faz, é um grande equívoco.

    Se formos considerar "mestiço" qualquer pessoa com raça não-pura, isto é, que não seja nem 100% branco, nem 100% negro e nem 100% indígena, talvez tenhamos a maioria esmagadora da população. Além disso, em uma sociedade de livre mercado não existem raças, existem indivíduos.

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    1. Aliás, seria uma boa para os combatentes do comunismo que vissem na própria página do Nação Mestiça as agressões que os integrantes desse grupo sofreram na sexta, dia 30 de agosto, quando defendiam a inclusão dos caboclos em uma determinada lei no Amazonas que acabou tendo quórum de falsa maioria e excluiu os mestiços locais de uma lei que acabou privilegiando quilombolas e índios.
      Aliás, denunciar esse ódio aos mestiços seria uma ótima tábua na qual os combatentes do comunismo poderiam se agarrar, ainda mais quando falam de um suposto racismo que permearia nossa sociedade e o que vemos nas muitas mesas de bares de nosso país é gente de todas as cores e origens conversando de maneira fraternal e mesmo aqueles que só tenham antepassados de um único grupo étnico tomando as dores da discriminação sofrida por algum ente próximo (o próprio Darcy Ribeiro de que falei comentou acertadamente que aqui é um país onde pode haver pessoas racistas, mas que essas têm vergonha de o ser).

      Creio que ninguém aqui gostaria de ver uma sociedade bipolarizada, famílias outrora harmônicas em suas múltiplas ancestralidades cindindo-se ou mesmo ver pessoas deixando de ser amigas porque são de grupos diferentes (em vez de deixarem de ser amigas porque alguém é chato, aproveitador ou falso). Aliás, uma opção que poderia ser interessante para se bater o martelo em cima seria uma ação conjunta que envolvesse desburocratização para formar pequenas empresas combinada com o incentivo ao empreendedorismo, de maneira a que um bom número de pobres tenha seus pequenos negócios e se vejam livres de patrões e esmolas políticas, o que por si só lhes permitira ter uma vida que, se não é de nababo, com certeza não é uma vida indigna.

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    2. Confesso que não conhecia este caso da agressão aos caboclos. Sem dúvida, é uma questão a ser pensada.

      O fato é que em uma sociedade livre - diga-se de passagem, a qual estamos muito distante, negros e brancos são iguais. O empreendedorismo, como você mesmo citou, é uma ótima saída para acabar com o racismo. Não interessa se você é branco, preto, homossexual ou heterossexual, se você tem um bom produto, eu irei comprá-lo. E assim, você ganhará seu pão. Isso é capitalismo. Quanto mais capitalismo e liberdade, menos desigualdade entre raças, etnias ou gêneros.

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  3. Índios, Aborígenes foram povos mortos ou discriminados, exactamente por não saberem viver em sociedade.

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    1. A sociedade que vivemos hoje é totalmente diferente da vivenciada pelos índios e pelos aborígenes, não podemos comparar as duas realidades.

      Índios viviam aqui muitos séculos antes do "descobrimento" do Brasil. O processo de colonização foi injusto e sanguinário. Os índios foram dizimados simplesmente tentando defender suas terras.

      Devemos reconhecer as injustiças.

      O que condeno é justamente tentar corrigi-las com MAIS INJUSTIÇAS. Não somos mais colônia: vivemos em uma democracia. Índios podem trabalhar, podem comprar jeans e beber pinga. Em suma, estão totalmente inseridos na sociedade capitalista. O que condeno é a visão indianista romântica, do "bom selvagem intocado"...esse esteriótipo praticamente não existe mais.

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