domingo, 8 de setembro de 2013

Por que o comunismo não morreu e está mais forte do que nunca (Marxismo Cultural Parte I)

Enquanto você acha que o comunismo acabou, um complexo esquema de engenharia social está trabalhando sorrateiramente em prol da "revolução". Há décadas que esquerdistas estão mudando nossas mentes e definitivamente dominando a cultura ocidental. E o pior: você nem percebe isso.

Com uma voz serena e confiante, Padre Paulo Ricardo é o tipo de pessoa que consegue irradiar seu vasto conhecimento para além do restrito círculo da Igreja Católica. Grande conhecedor de política e filosofia, ministrou um excelente curso sobre marxismo cultural, que pode ser facilmente assistido, escutado, ou baixado em seu site oficial. O Padre prova, pela lógica dos fatos, que o comunismo não acabou, e que, muito pelo contrário, está cada vez mais forte. Me lembro assim, de algum momento longínquo de minha tediosa vida escolar, no qual o professor de história nos enganou. Nota zero para ele. Vamos aos fatos.

Pe Paulo Ricardo: Para que o espírito
e o ideal do comunismo se 
alastrassem no ocidente, era 
preciso promover uma aparente 
morte do modelo.
Primeiramente, Marx acreditava que o proletariado não tinha pátria, que por ser explorado em todos os cantos do globo, tinha laços em comum, e seus seguidores acreditavam fielmente nisso. Como diria no próprio Manifesto Comunista: "trabalhadores do mundo todo: uni-vos!". Porém, com a carnificina da Primeira Guerra Mundial, o marxismo enfrentou uma grande crise: como poderiam os próprios proletários de um país assassinarem proletários de outro país? O que deu errado? Quem os alienou?

Neste momento os marxistas da época começaram e entender que a revolução não poderia ser tomada somente através de armas, mas também pelos aspectos culturais: para que esta se concretizasse, o trabalhador não deveria mais ser alienado, e deveria compreender a sua situação de explorado. E foi nesse contexto que, logo após a guerra, surgiu a Escola de Frankfurt. Com o objetivo de estudar e combater a cultura ocidental, a Escola tinha como um de seus mais importantes nomes o filósofo Antonio Gramsci. 

Gramsci continuou o (des)trabalho de Marx, e chegou a seguinte conclusão: para que a cultura ocidental fosse destruída, e assim a revolução ocorresse, seria necessário combater a moral católica, a filosofia grega e o direito romano. Assim, a única maneira de fazer isso, evidentemente, era a infiltração no ambiente artístico e nos meios de comunicação em massa. E adivinhem: isso ocorreu durante todo o século XX. Aqui no Brasil,conforme ressalta Olavo de Carvalho, enquanto os militares se preocupavam exclusivamente com guerrilhas armadas, a esquerda encontrava o caminho livre para a dominação cultural.

Lembra que o professor de história disse que o comunismo acabou? É mentira!

O crítico literário Rodrigo Gurgel, através do Podcast Mises, afirma: "é impressionante como a maioria dos nomes representativos da cultura nacional são ou foram de esquerda". Na literatura temos Oswald de Andrade; Mário de Andrade; Rubem Braga; Jorge Amado e Graciliano Ramos. Na editoração, Civilização Brasileira e Paz e Terra. Dias Gomes, Mário Lago e Zé Celso no teatro. Na pintura, Portinari; Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral. Na música, Vinicius de Morais; Ataulfo Alves; Paulinho da Viola; Gonzaguinha e Tom Zé. No cinema, Arnaldo Jabur, Cacá Diegues e Nelson Pereira dos Santos. Na educação, Paulo Freire e Darcy Ribeiro. E no jornalismo, grande presença nos jornais e revistas de grande circulação, até mesmo na Folha e na Veja.

Enquanto o comunismo 
econômico de Marx deu 
errado - ainda bem, o
 marxismo cultural de
 Gramsci (foto) triunfa
 no mundo atual.

Seria de uma ingenuidade tremenda achar que esta dominação cultural foi por acaso. Enquanto os liberais e conservadores dormiam de touca, os esquerdistas quebravam a cabeça para propagar suas idéias nefastas através da cultura, e conseguiram. Não se engane: uma grandiosa e oculta engenharia social está sendo milimetricamente tramada desde os anos 20, a fim de enganar e ludibriar os trabalhadores. Infelizmente, a Escola de Frankfurt e as táticas gramscianas triunfaram: em um mar vermelho, blogs como o meu são agulhas no palheiro.

Leitor, entenda de uma vez por todas: não é derrubando um pedaço de concreto (Muro de Berlim) que você acaba com um sistema político. O triunfo do capitalismo não significa, de forma alguma, que o comunismo tenha sucumbido. Muito pelo contrário, a aparente morte do modelo - como sistema econômico, forneceu ainda mais abertura para o crescimento do marxismo cultural e para a  livre e aparente inofensiva propagação das idéias de esquerda.

Na Parte II, o Diário de um Ex Comunista explicará as táticas utilizadas pelas guerrilhas culturais para a tomada do poder. E você irá finalmente compreender por que entortamos para a esquerda e nem nos demos conta disso. Sobreviva até lá e verá!


Continue lendo: A destruição da família como meio para revolução (Marxismo Cultural Parte II)

Fontes:
www.padrepauloricardo.org
http://www.mises.org.br
www.olavodecarvalho.org





Comentários
6 Comentários

6 comentários :

  1. O Comunismo não morreu. Países Comunistas: China, Laos, Vietname, Nepal, Cuba. A Coreia do Norte oficialmente não se diz comunista mas sim Juche. E os países socialistas, como Venezuela, Bolívia e Equador. A própria URSS ainda existe. Sim é verdade, não estou a brincar. Uma pequena região separatista da Moldávia, a Transnístria, ainda vive como no tempo soviético, com a bandeira da foice e martelo, passaporte da foice e martelo, rua Marx, estátua de Lenine, empresa única do Estado que é dona de tudo, Marchas Militares, e tudo o que havia há 30 anos. Está longe de morrer. Pelas minhas contas, 90 milhões de pessoas são militantes de Partidos Comunistas e muitos deles ainda têm representantes nos parlamentos ou estão em coligações no governo. Não morreu, deixem-se de tretas. Assim como o Fascismo.

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    1. Não conhecia a Transnístria, fui pesquisar. De fato, me parece ser um absurdo. Tem um artigo legal aqui: http://www.vice.com/pt_br/read/transnitria-o-pais-que-nao-existe

      Valeu pela indicação!

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    2. Tenho 19 é me entendo como comunista a cerca de 1ano, tento procurar alguém que rebata meus pensamentos. Mais só encontro matérias sensacionalistas é figuras como esse padre que fala em discurso: "que não devese debater com comunistas pois sempre arruma uma forma de estar com a razão". Sinceramente acho extrema pobreza relacionar o comunismo a vítimas dos regimes é a regimes socialistas. E o mesmo que limitar a visão do capitalismo a fome da Etiópia. Puro sensacionalismo falar: vai pra cuba, quando se pode retruca: vai pra Etiópia pois nos EUA vc não entra... Comunismo pelo que entendo é nada mais que o aprimoramento do capitalismo, é a guerra fria foi na sitese uma guerra de exibicionismo onde o que detia o maior capital obviamente vencerá, a guerra fria já estava ganha muito antes de começar, a propaganda russa foi um fracasso, conquistando uma quantidade considerável de aliados porém muito longe do necessário para se ter um poderio tão rico quanto os EUA sozinho é. Um país que concentra cerca de metade do capital do mundo. Não atoa a Alemanha americana gozava de pura fartura financiada pelo gordo capital americanos no seu lado do muro, enquanto Rússia preservara os prédios em ruínas da guerra de vitória russa aos nazistas.

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  2. Sinceramente vejo com muita perplexidade religiosos que ainda permanecem com a mentalidade eivada de conservadorismo. Não quero rotular com "ismos" aquilo que a sociedade almeja. A grande maioria da população deseja uma sociedade justa e igualitária , e este anseio jamais se incompatibiliza com a religiosidade. Pelo contrário , Jesus Cristo foi e é o grande exemplo , não só de espiritualidade, mas também no seu repúdio a todo e qualquer tipo de injustiça , principalmente a social, fato ignorado por muitos religiosos que permanecem na defesa dos favorecidos e exploradores de um sistema social injusto. Felizmente vejo no Papa Franscisco o advento de uma nova concepção dentro do cristianismo. Pois traz em si a consciência de que carecem os religiosos conservadores, nos quais carece a essência fundamental do espírito críptico , que é o amor em sua plenitude.

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